Sempre me senti diferente dos outros.
Não mais bonita, não mais inteligente,
não mais especial, não mais esperta,
não mais maluca, não mais legal.
Apenas, diferente.
Sou diferente na forma de sentir,
tudo que me toca, me toca fundo.
Tudo que me alegra, me alegra muito.
Tudo que me dói, dói forte, corta.
Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, continuarei a escrever. (Clarice Lispector)
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Se eu for, eu não volto .
Eu duvido.
Duvido que você não chame meu nome
quando você sente falta de alguém, duvido
que não sinta falta do meu carinho sempre tão
sincero, falta de me contar como foi seu dia,
as histórias da sua vida que sempre foram pra
mim melhor do que qualquer novela. Duvido que
você não me procure nas meninas que você pega
por aí, sempre tão vazias. Vazias igual a
sua liberdade idiota que nunca te serviu pra
porra nenhuma. Eu sinto, eu penso, eu falo,
eu te conheço, isso te assusta né?
Tô invadindo seu espaço? Desculpa. Essa fui eu,
durante todo esse tempo, me desculpando por que
mesmo? Me diminui pra você ficar maior, pra
você não me perceber entrando na sua vida. Se
você pudesse sentir o quanto isso dói você quem
iria se desculpar. Eu queria ligar pra você,
e te falar tudo que eu ensaio toda vez
que você me magoa, mas nunca digo pra não te
magoar, afinal você não me faz mal por mal, e
talvez esse seja o pior mal que se possa
fazer a alguém, tão natural. Então é isso, tô
te escrevendo. Sempre fui mais segura com as
palavras. Tô te escrevendo pra talvez um dia
te enviar, mas tô escrevendo. E não é sobre
você dessa vez, é sobre mim. Sobre o quanto
eu sou boa, igual a mim tá difícil, meu bem.
Sobre como eu não preciso usar cinco
centímetros de saia e um decote no umbigo pra
ser mulher. Sobre como, ainda assim, só eu
sei fazer de você um homem. Sobre muitas coisas,
mas principalmente, sobre quantos homens eu
poderia estar saindo nesse exato minuto.
Não é com você, é comigo sabe? Por exemplo,
eu te idealizo nesse momento como o melhor,
não que você seja. Acho legal você brincar com
a sorte, mas se eu fosse você não teria
tanta certeza da minha posse assim. Talvez
ninguém tenha te avisado ainda, então desculpa
se eu vou te dar essa notícia sem te preparar
antes, mas a porra do mundo não gira em
torno do seu umbigo.
Só queria te dar um conselho, em nome da
nossa amizade e meu carinho por você, tira uma
mão da liberdade e segura um terço. Fica
assim, agarrado nas duas coisas sabe? E reza,
reza muito pra não aparecer ninguém que mexa
comigo enquanto você fica brincando de não
saber o que quer. Porque eu sou amor, e ainda
que não seja o seu, essa é a minha essência.
E você não deve acreditar muito nessa
ideia, pelas tantas vezes que eu quase fui,
mas um dia eu vou, sempre foi assim. Mas deixa
eu te contar uma coisa: se eu for, eu não volto.
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